Gravidez e o novo coronavírus: o que você precisa saber.

Por Daiana Garbin

As mulheres grávidas correm alto risco de apresentar sintomas graves?

Os especialistas ainda não sabem muito sobre a relação entre a COVID-19 e a gravidez. Mas pelo que sabem até agora, as mulheres grávidas não parecem mais propensas do que outras pessoas a contrair a infecção. Elas também não parecem mais propensas a correr um risco maior de problemas sérios (como pneumonia) do que outras pessoas de idade semelhante. A maioria das mulheres que pega a COVID-19 durante a gravidez se recupera antes de ter o bebê.

O que devo fazer se tiver sintomas?

Se você tiver febre, tosse, dificuldade em respirar ou uma combinação de outros sintomas da COVID-19, ligue para seu médico, enfermeira ou parteira. Eles podem lhe dizer o que fazer e se você precisa ser examinado em pessoa. Eles também vão dizer se você deve fazer o teste do vírus que causa a COVID-19.

Se estiver grávida e ficar doente, posso passar o vírus para o meu bebê?

Os especialistas ainda não sabem ao certo. Eles acham que não é provável que isso aconteça enquanto o bebê ainda está no útero. Mas as mães com a infecção podem transmitir o vírus para o bebê após o nascimento.

A COVID-19 pode causar problemas com a gravidez?

Pelo que os especialistas sabem até agora, a maioria das mulheres que pegam a COVID-19 durante a gravidez não terá problemas sérios. Mas podem acontecer problemas se a mãe ficar gravemente doente. As grávidas que pegam a COVID-19 podem ter um risco maior de parto e nascimento prematuro. É quando o bebê nasce antes das 37 semanas de gravidez. Isso parece ser mais um risco em mulheres que ficam muito doentes e têm pneumonia. O nascimento prematuro pode ser perigoso, porque os bebês que nascem muito cedo podem ter sérios problemas de saúde.

Como a COVID-19 é tratada?

Não existe um tratamento específico para a COVID-19. A maioria das pessoas com doenças leves consegue ficar em casa enquanto melhora. Doença leve significa que você pode ter sintomas como febre e tosse, mas não tem dificuldade para respirar. Pessoas com sintomas graves ou outros problemas de saúde podem precisar ir ao hospital: Se você precisar ser tratada no hospital, os médicos e enfermeiras também monitorarão a saúde do seu bebê. Os médicos estão estudando vários tratamentos diferentes para saber se estes podem servir para tratar a COVID-19. A febre é um sintoma comum da COVID-19. Se estiver grávida e tiver febre, pergunte ao seu médico, enfermeira ou parteira o que fazer. Acetaminofeno ou paracetamol (nome de marca: Tylenol) pode ser usado para tratar a febre e é geralmente seguro durante a gravidez.

A COVID-19 pode ser evitada?

Ainda não existe uma vacina para prevenir a COVID-19. Mas há coisas que você pode fazer para reduzir suas chances de pegar a doença.

  • Pratique o “distanciamento social”. Isto significa manter as pessoas, mesmo as saudáveis, afastadas umas das outras. Às vezes também é chamado de “distanciamento físico”. O objetivo é retardar a propagação do vírus que causa a COVID-19.Evitar grandes grupos e eventos é uma parte importante do distanciamento social. Mas mesmo pequenas reuniões podem ser arriscadas, por isso é melhor ficar em casa o máximo que puder. Quando você precisar sair de casa (por exemplo, para comprar alimentos, remédios ou ir ao médico), tente o máximo possível ficar a pelo menos 2 metros de distância de outras pessoas.
  • Use máscara sempre que precisar sair de casa. Mesmo que não tenha sintomas, tenha menos probabilidade de espalhar a infecção para outras pessoas. Você pode encontrar instruções na internet sobre como fazer sua própria máscara usando tecido e elásticos.
  • Lave as mãos com água e sabão com frequência. Isso é especialmente importante depois de sair em público. Tome o cuidado de esfregar as mãos com sabão por pelo menos 20 segundos, limpando os pulsos, as unhas e entre os dedos. Em seguida, enxágue as mãos e seque-as com uma toalha de papel descartável. Se não houver uma pia por perto, você pode usar álcool gel para limpar as mãos.
  • Evite tocar seu rosto, com as mãos, principalmente a boca, o nariz ou os olhos.
  • Evite viajar se você puder. Qualquer forma de viagem aumenta seu risco, especialmente se você passar algum tempo em lugares lotados como aeroportos. Se muitas pessoas viajam, também aumenta a probabilidade de o vírus se espalhar para mais partes do mundo.

Minhas consultas regulares de pré-natal vão mudar? 

O seu médico conversará com você para planejar suas visitas durante a gravidez. Se você mora em uma área onde a COVID-19 está se espalhando rapidamente, provavelmente haverá algumas mudanças. Por exemplo:

  • Talvez seu parceiro não possa se juntar a você nas consultas.
  • O seu médico pode agrupar determinados exames para que você não precise ir ao consultório frequentemente ou sugerir a substituição de algumas consultas por um telefonema ou videochamada.

Como será meu parto?

Você será examinada para verificar se está com febre e outros sintomas da COVID-19 quando chegar ao hospital ou maternidade. Isso acontecerá mais cedo se você tiver um parto “induzido” ou um parto cesáreo (“cesariana”) com data marcada. Dependendo de onde você mora e se tem sintomas, também é possível que você faça o teste do vírus. Mesmo se você se sentir saudável, use máscara para ir ao hospital. Você também poderá usar uma máscara durante o trabalho de parto e o parto. Se você estiver com COVID-19 quando entrar em trabalho de parto, os médicos e enfermeiras tomarão medidas para proteger os outros ao seu redor. Por exemplo, você precisará usar uma máscara médica, se possível. Você provavelmente ainda poderá ter um parto vaginal, se foi isso o que planejou. Você não precisa de uma cesariana apenas porque está doente.

Se estiver com COVID-19, você poderá não ser capaz de segurar seu bebê até melhorar. Se você segurar seu bebê, precisará usar uma máscara para diminuir o risco de espalhar a infecção. Você também poderá ter que tomar outras precauções. Elas podem ser difíceis. Mas são importantes para proteger seu bebê.

Se nós dois estivermos saudáveis, meu parceiro pode ficar comigo durante o parto?

Em áreas onde a COVID-19 está se espalhando rapidamente, alguns hospitais têm regras sobre quem pode estar na sala durante o trabalho de parto e o parto. O seu médico vai conversar com você sobre o que pode acontecer. Seu parceiro não pode estar com você se tiver sintomas da COVID-19, tiver um resultado positivo para o vírus ou se puder ter sido exposto a alguém que esteja com a doença. Se o seu parceiro não puder estar com você, geralmente existe uma maneira para que ele mantenha contato com você por telefone ou por vídeo.

Algumas pessoas se perguntam se seria mais seguro dar à luz em casa e não no hospital. Se você estiver curiosa sobre isso, converse com seu médico. O parto em casa também apresenta riscos.

E se eu estiver com COVID-19 e quiser amamentar?

A amamentação tem muitos benefícios para você e seu bebê. Não se sabe se o vírus que causa a COVID-19 pode ser transmitido a um bebê através do leite materno. Se você estiver doente, é conveniente que outro adulto saudável alimente seu bebê. Se isso não for possível, é importante ter um cuidado extra ao alimentar ou segurar seu bebê, esteja você amamentando ou não. Embora os especialistas não saibam se o vírus pode ser passado pelo leite materno, é possível transmiti-lo ao seu bebê através de um contato próximo. Você pode proteger seu bebê lavando as mãos com frequência e usando uma máscara enquanto o alimenta. Você pode optar por bombear o leite materno para o seu bebê. Se estiver doente, lave as mãos cuidadosamente antes de bombear e use uma máscara enquanto bombeia. Se possível, peça a uma pessoa saudável que limpe bem a bomba entre os usos.

Fonte: https://www.uptodate.com/contents/doenca-do-coronavirus-2019-covid-19-e-a-gravidez-o-essencial?csi=704cd867-966b-40d3-9003-a07490cf3c40&source=contentShare. 

 

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Daiana Garbin
Oi! Sou Daiana Garbin, jornalista, trabalhei como repórter de rádio e televisão por 12 anos. Em abril de 2016 pedi demissão para criar o EuVejo. Aqui falo sobre a nossa relação com o corpo e com a comida. Provoco uma necessária discussão sobre o perigo dos transtornos alimentares, o lado nocivo das redes sociais, o padrão de beleza irreal imposto pela mídia e o papel da autocompaixão no processo de cura.