Por que tantas meninas e mulheres estão aprisionadas em seus corpos e com tanto medo de comer?

17 de julho de 2017
Ontem eu assisti “To the Bone: O mínimo para viver”, que estreou esse no Netflix, e chorei, várias vezes.
Chorei por vários motivos.
Chorei pensando por que tantas meninas e mulheres estão aprisionadas em seus corpos e com tanto medo de comer.
Chorei porque lembrei quantos momentos lindos da minha vida eu perdi por me sentir inadequada no meu corpo e por sempre querer ser mais e mais magra.
Chorei porque lembrei desta foto, quando eu tinha 19 anos e pesava 10 quilos a menos do que eu peso hoje e, ainda assim, não me sentia magra o suficiente. No dia desta foto eu estava muito, muito triste achando que a minha vida só teria sentido se eu fosse cada vez mais magra.
Então olha só: eu estava 10kg MAIS magra do que hoje e mesmo assim muito infeliz com meu corpo!
Chorei porque infelizmente associamos magreza à felicidade e isso está fazendo milhões de adolescentes e mulheres machucarem seus corpos.
Não quero fazer um textão e lacrar aqui falando de padrão de beleza e aceitação. Quero apenas tocar o seu coração e te dizer que magreza não traz felicidade. Que a jornada doentia, com remédios e dietas malucas, está errada. E vai te machucar.
A vida faz sentido quando você aprende a respeitar o seu corpo, do jeito que ele é. Tenha compaixão pelo seu corpo. Ele não é uma máquina de queimar calorias e gordura. Ele não é uma imagem que você pode manipular e transformar.
Trate o seu corpo com o carinho e amor que você trata as pessoas que você ama.

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